Para aumentar as exportações do etanol de cana-de-açúcar e biodiesel, usinas do Brasil precisam provar aos Estados Unidos e à União Européia os benefícios ambientais e sociais de sua produção.
O setor de transportes é responsável por aproximadamente 25% das emissões mundiais de dióxido de carbono (CO2), de acordo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).O dado explica por que o Dia Mundial Sem Carro, 22 de setembro, faz parte do calendário de mobilização da Campanha Global de Ações para a Proteção do Clima. E também porque a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) criou um Grupo de Trabalho (GT) para acompanhar as negociações internacionais preparatórias à 15ª Conferência das Partes (COP-15) da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que acontecerá em dezembro, na Dinamarca. “Se os países desenvolvidos assumirem metas maiores de redução na emissão dos gases de efeito estufa, isso pode significar maior demanda internacional pelo biodiesel e, principalmente, pelo etanol de cana-de-açúcar produzido no Brasil”, avaliou Rodrigo Lima, gerente-geral do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Ícone), uma organização não-governamental (ONG) criada em 2006 por associações do agronegócio.
Conquistar o mercado externo é o principal anseio das 65 usinas de biodiesel existentes no país, cujas exportações atualmente são insignificantes. Uma lei nacional exige a mistura obrigatória de 4% de biodiesel ao óleo diesel, o que gera uma demanda interna de cerca de 1,8 bilhões de litros de biodiesel por ano. A capacidade de produção instalada das usinas é bem superior: 3,8 bilhões de litros por ano. “O governo federal está outorgando licenças para produção de biodiesel sem levar em consideração a demanda atual pelo produto”, reclamou Roberto Engels, diretor-executivo da usina Biocapital, localizada em Charqueada (SP).
Por Thaís Brianezi
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