terça-feira, 15 de setembro de 2009

Agrocombustíveis brasileiros na berlinda das mudanças climáticas - Parte II

No caso do combustível de cana-de-açúcar, o mercado interno é mais promissor, mas também insuficiente. Dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) revelam que o etanol já é o principal combustível da matriz energética brasileira para carros leves. Aqui, os chamados automóveis flex-fuel representam 94,2% das vendas totais; no ano passado, foram licenciados no país 2.065.313 veículos que utilizam tanto gasolina quanto etanol. O consumo nacional de etanol no primeiro semestre de 2009 foi de 10,7 bilhões de litros, 17,7% a mais que igual período do ano passado. O crescimento da produção de etanol na safra 2008-2009 em relação ao ano agrícola anterior, porém, foi maior: passou de 22,5 bilhões de litros para 27,5 bilhões de litros, ou seja, teve 22% de aumento. As exportações brasileiras de etanol também estão crescendo (passaram de 3,6 milhões de litros para 4,7 milhões de litros no mesmo período), mas ainda respondem por apenas 0,017% das vendas totais. “Nosso principal desafio é quebrar as barreiras tarifárias e não-tarifárias que países desenvolvidos impuseram ao etanol”, declarou Marcos Jank, o presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), durante a abertura do Ethanol Summit 2009, principal evento do setor sucroalcooleiro, realizado em junho, em São Paulo.

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